O câncer vem aumentando, segundo dados do INCA, no Brasil serão aproximadamente 500 mil novos casos a cada ano. Por isso estudos científicos, que analisam a importância da qualidade de vida em pacientes submetidos à quimioterapia, vêm sendo feitos por diversas áreas da saúde.

Para pesquisadores dificilmente existe outra doença que induza tantos sentimentos “negativos” em qualquer um de seus estágios: o medo do diagnostico, da cirurgia, a incerteza do prognostico e recorrência, efeitos da radioterapia e quimioterapia, os efeitos colaterais e o enfrentamento da possibilidade da morte. Em fase avançada, diversos outros componentes como: a luta contra a doença e os respectivos tratamentos, as questões emocionais (raiva, depressão, desesperança, desespero, culpa, medo da morte), mudança dos planos de vida, pois deixam de lado os de longo prazo, dentre outras coisas.

Mensurar a qualidade de vida em pacientes oncológicos é um importante recurso para avaliar os resultados do tratamento na perspectiva do paciente. E essa percepção do paciente tem se mostrado um poderoso indicador prognostico. Ao lado de parâmetros tradicionais da medicina, a qualidade de vida vem adquirindo importância fundamental no tratamento oncológico. Nos casos avançados ela passa a ter status de objetivo primário do tratamento segundo alguns autores.

A acupuntura é um dos recursos da Medicina Tradicional Chinesa que, explicando de forma simples visa o equilíbrio entre as energias Yin/Yang dos seres.

Seus efeitos na dor já foram comprovados no ocidente, ela gera a liberação de opióides endógenos (substancias analgésicas produzidas pelo próprio organismo).

Ela atua no Sistema Nervoso estimulando a liberação de neurotransmissores denominados endorfinas e serotoninas.

Como tratamento complementar ao convencional, a acupuntura atua reduzindo os efeitos colaterais da quimioterapia como os enjoos, mal estar, dores no corpo, dentre outros. Traz equilíbrio emocional, energético e físico, amenizando o impacto na vida do individuo de todo esse processo, que se não for bem administrado emocionalmente, pode atrapalhar as possibilidades de cura.

Exemplificando, um estudo realizado na Unicamp, onde 29 mulheres com câncer de mama, submetidas a mastectomia radical ou parcial com esvaziamento axilar, foram tratadas com acupuntura. O resultado mostrou que todas tiveram melhora significativa na amplitude de movimento e no grau de linfedema no membro superior do lado onde foi realizada a cirurgia. Além disso, todas perceberam melhora em todos os aspectos gerais de suas vidas como sensação de bem estar, sono, atividades de vida diária e impacto da cirurgia sobre a vida.

Então se conhece alguém, que esteja passando por este processo, oriente a procurar um acupunturista e ter uma maior qualidade de vida.

Danielle Vilela Paulino
danielle@aromadeflor.com.br

Referências:
FUMIS, R.R.L., Pain and quality of life: the acupuncture as aditional tool in cancer care. RBM Abr 11 V68 Especial Oncologia.
ALEM, M. E. R. A acupuntura na reabilitação de mulheres após tratamento cirúrgico do câncer de mama. Campinas, SP [s.n.], 2005.

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